29 de dez de 2010

Homem preso vira Prefeito

por André Coimbra

Isso aconteceu na França e quem conta é um brilhante escritor francês, Victor Hugo, no livro “Os Miseráveis”.

O livro conta a história de Jen Viljean, um homem, que para salvar a família, que passava fome, rouba um pedaço de pão. Pelo crime, ele é condenado a cinco anos de trabalhos forçados, com correntes amarradas nos pés. Ele tenta fugir e por isso sua pena é aumentada para dezenove anos! Depois de tantos anos na cadeia, seu coração está duro e cheio de rancor. Anos depois da saída da prisão, Jean é um homem rico e poderoso, governante da cidade. Mas a história está só no começo...

O autor mostra como o amor pode mudar o destino de uma pessoa. Como um gesto de caridade, pode fazer com que um homem, que pelas circunstâncias da vida cometeu um crime, seja transformado em alguém com coração humanitário. Jean encontra pessoas que o levam a ter, pelo exemplo, uma transformação interior. A mudança é tanta que Jean salva uma menina, filha de uma prostituta, que vive na casa de vigaristas, maltratada, humilhada, tratada como um cachorro de rua nos trapos e farrapos da vida.

Os miseráveis, Victor Hugo

Victor Hugo nasceu em 26 de fevereiro de 1.802 e faleceu em 1.885, na França. É o principal nome do romantismo francês e escreveu diversos poemas e romances como o famoso “O corcunda de Notre Dame”.

Seus livros retratam as condições humanas, desde a mais rica até a mais pobre, sempre mostrando o caráter de seus personagens.

O livro que li foi uma adaptação do original “Les Miserables” (título original). O escritor que adaptou a obra (Walcir Carrasco) descreve o romance em frases curtas e objetivas.

Um ótimo livro, pois traz reflexões sobre nossa sociedade “moderna” e “industrializada”.

Depois que li esse livro passei a admirar leitura! E estou agora lendo Contos de Fantasmas... Já leu esse? Aguarde na próxima edição no Blog!

15 de nov de 2010

Viagem pelos oceanos... E de graça!!!

por André Coimbra


    Já se imaginou a 20.000 léguas submarinas? Conhecer todas as espécies de animais e plantas aquáticas, em uma viagem num submarino, por todos os oceanos do mundo e presenciar o equinócio no pólo sul, numa aventura emocionante?

    Você pode ter isso no livro "20.000 léguas submarinas", que conta a história do famoso Capitão Nemo e suas aventuras. É um bom livro para quem gosta de ficção cientifica. O livro começa falando sobre os ataques de um mamífero, muito violento (chamado pelos cientistas de narval). Estes ataques obrigam o protagonista do livro, Sr. Aronnax, que é um cientista, a embarcar no navio "Abraão Lincon” junto com seu criado, chamado de Conselho. No navio ele conhece o último amigo Ned Land – ah, se você quer saber o porquê dele ser o último amigo... Leia o livro!

    O "tal" narval na realidade é um submarino, em que os três citados (Ned Land, Conselho e Aronnax) ficam confinados como se estivessem em uma prisão! Será que eles escaparão?

20.000 mil léguas submarinas

Julio Verne


    O legal é que Júlio Verne se mostra um homem “de visão” nesse livro. Quer dizer, o que era futuro para ele, hoje é presente para nós. Por exemplo, ele nasceu em 1828, numa época onde não existia ainda o submarino!!! Mesmo assim, ele conseguiu descrever toda a aventura usando um submarino, só que não tinha esse nome! Além de outras coisas incríveis que só lendo para saber. A história desse livro é contada com muitos detalhes. Quem ler terá um conhecimento que não é ensinado nas escolas.

Viajar em torno do mundo e ainda faturar 40 mil reais!

por Ci da Silva


    Julio Verne era uma criança arteira. Com apenas pouca idade fugiu de sua casa em Nantes para poder trabalhar como grumete (que é uma ocupação abaixo do marinheiro). Depois virou marinheiro e assim foi tendo sua experiência. Logo depois dessa temporada fora de casa e com aventuras, ele resolveu voltar para a casa de seu pai. Depois disso, Julio Verne fez várias outras viagens, mas todas elas através de seus livros, junto a sua imaginação, que por sinal era muito criativa! Um desses livros é o famoso: “A volta ao mundo em 80 Dias”.

    Ao escrever o livro, Julio Verne descreve uma viagem onde o leitor é levado a viajar com ele. Isto é, se você tiver muita imaginação, o que não é difícil! O livro conta a história do inglês Phileas Fogg, que aposta com seus amigos que consegue dar uma volta ao mundo em apenas 80 dias cruzando diferentes continentes de navio e de trem! Para ganhar 20 mil libras, que daria mais ou menos 40 mil reais, ele precisaria passar pela Europa, Ásia e África e voltar para Londres exatamente no dia 21 de dezembro, às 20h45. Ele viaja junto com seu empregado, Jean Passepartou. Nessa viagem, ele encontra muitos obstáculos e ainda por cima tem um detetive em sua cola, que o persegue achando que ele é um ladrão de bancos.

    Com isso o autor vai detalhando a vida de Fogg, seus comportamentos e suas manias como a de fazer barba! Tão perfeccionista que chega a despedir o seu empregado por não ter acertado a temperatura da água. Esses e outros detalhes fazem a diferença em um livro onde se conta a história de alguém. É onde dá para se observar como um bom autor consegue prender a atenção do público. Nesse livro você se sente como se estivesse vivendo tudo aquilo o que a história conta. Mas será que Fogg conseguiu ganhar sua aposta? Faça sua viagem com Julio Verne em “A Volta ao mundo em 80 dias” e descubra!

31 de jul de 2010

Uma borracha que atrai violência

Apesar de bonitinha e atrativa, elas CHAMAM  a atenção de pessoas MAL intencionadas

por André Coimbra

Quando Silvia comprou as primeiras pulseiras para as filhas, ela não fazia idéia de que havia um significado por trás daquele pedaço de borracha. “Fiquei pasma. Chocada. Quem iria pensar que umas pulseirinhas, até bonitinhas, tinham essa conotação sexual?”, comentou. Ela é mãe de três adolescentes e só soube do significado sexual pela enteada. Silvia conta que conversou com as meninas e todas concordaram em jogar as pulseiras fora.

O snap, como é chamado em inglês, é um jogo criado nos anos 80 por jovens ingleses. A idéia  é passar uma mensagem sobre o que o usuário estaria disposto a fazer. Quem se interessasse, poderia quebrar a pulseira e obter, assim, o “prêmio prometido”.  Aqui no Brasil, a história foi outra...

Na comunidade da Vila Andrade as pulseirinhas coloridas chegaram de repente e inundaram as lojas e os camelôs.  A princípio todos acharam que a nova moda era simplesmente estética. Somente depois que a televisão falou sobre o snap é que a coisa mudou. Todos ficaram escandalizados com o caso da adolescente de Londrina que foi estuprada porque usava uma pulseirinha destas.

E não foram apenas os jovens que foram pegos de surpresa! Valéria Oliveira é auxiliar de educação em uma das principais escolas públicas do bairro. Ela conta que notou que a adesão na escola era grande, todos usavam a pulseira. Intrigada com a moda foi pesquisar na internet e descobriu o snap. Foi com surpresa que ela notou que os alunos usavam a pulseira como um enfeite e não como parte do jogo.  “Em um primeiro momento eu divulguei o significado para toda a escola. Orientei e aconselhei os alunos a não usar as pulseirinhas! Inclusive os pais”, disse Valéria.  Como o uso das pulseiras virou polêmico, a escola decidiu proibir o uso.  Não houve incidentes na escola, mas na comunidade é fácil encontrar quem tenha uma história para contar. Júlia Lima, de 15 anos, escapou de uma enrascada. Estava usando a pulseira quando foi perseguida por um rapaz. “Quase fui violentada por causa desta pulseira!”, contou.

 Nem todos pararam de usar a pulseira depois que o significado virou público. Samili, de 16 anos, conhece a cor de todas elas. Não pratica o jogo do snap, mas optou por continuar usando a pulseira, apesar do significado sexual.  “Elas são bonitinhas”, disse a adolescente.

Com tantos, riscos as pulseiras deveriam ser usadas apenas em ambientes onde todos concordassem em participar deste jogo. Usá-las como se fosse apenas uma bijuteria é se colocar em risco. Fica então a pergunta: vale a pena?

Faça Sexo*?

Adolescentes iniciam a vida sexual cada vez mais cedo. Mas... E você? Quer entrar para o grupo?

por Ci da Silva


Sexo tem idade. Na comunidade da Vila Andrade a adolescente tem sua primeira relação sexual aos 11 anos de idade. O dado vem da observação diária da agente de saúde Mônica do Nascimento, que trabalha atendendo a população da região. Segundo ela, as meninas se sentem encorajadas pelas amigas e acabam fazendo sexo como forma de entrar para o grupo. “A adolescente se sente bem nesta situação. Na verdade, ela acaba sendo discriminada pelas colegas justamente quando não faz sexo! Depois que iniciam, acabam adquirindo experiência e não ligam mais para nada”, comentou a agente de saúde.

Júlia é um exemplo. Mal começou a namorar e decidiu transar com o namorado. “Tinha certeza do que queria”, contou. Segundo ela, a experiência mudou sua forma de ver as coisas. Ela se considera “madura” agora. “Quando o namoro começou a ficar mais sério - e o amor é algo mais duradouro do que o desejo -, tive certeza de que era aquilo que eu queria fazer e com o tempo provei que foi certo”, disse. O namoro de Júlia durou apenas dois meses. Apesar do rompimento, a adolescente está orgulhosa com a decisão.

Falta de lazer. Júlia não é exceção, é regra na comunidade. As jovens têm encontrado no sexo a única fonte de lazer. Sem investimentos públicos em cultura e divertimento, as adolescentes se vêem em uma situação ingrata: tempo de sobra e falta de opções. A avaliação é de Mônica, que vê chegar ao posto de saúde cada vez meninas grávidas e cada vez mais cedo. “Sem opções de lazer, as meninas acabam ficando em casa com os namorados. Uma vez que os pais são ausentes, o sexo acaba acontecendo”, comentou. Outro problema decorre da falta de orientação por parte dos pais. São poucos os que vêem a gravidez precoce como algo condenável. “Os pais pegam as crianças para criar ou então entregam para parentes”, explicou. Esta atitude, contou Mônica, acaba fazendo com as meninas não adquiram responsabilidade agravando a situação. Em casos extremos, as meninas acabam abortando, colocando em risco suas vidas.

Mas nem tudo está perdido. Melissa é um exemplo de que é possível conciliar o amor e virgindade. Optou por não transar com o namorado e se sente feliz com a decisão. “Sinto-me bem, porque sei que não estou preparada para o sexo”, comentou. Melissa prometeu ao pai que se manteria virgem até os 18 anos. Além da promessa, a jovem quer encontrar um parceiro para a vida toda, alguém para casar. Para ela, não há motivos para se envergonhar por esperar pelo casamento. “Não dou nenhuma importância para o sexo agora. Para mim não é necessário, já que não sou casada ainda. Além disso, agindo assim, minhas atitudes não serão mal vistas pela minha família e pelos outros”.

Uma frase resume bem o modo de Melissa ver a vida. “Quando vejo uma menina falando que já transou, enxergo uma mulher mais velha em um corpo de criança”. Qual o momento certo para fazer sexo? Existe uma fórmula? Até que ponto o coração é o melhor termômetro para esta decisão? Para Melissa o tempo certo é o respeito. Para Mônica, o tempo está se antecipando demais. O que sabemos é que não podemos tomar uma decisão tão séria como esta apenas para pertencer a algum grupo, para agradar amigos. O nosso corpo é muito mais importante do que a imagem que fazemos dele.



*os nomes foram trocados para manter a privacidade das entrevistadas.